quinta-feira, 12 de junho de 2014

Folk Music Brazil & ReverbNation apresentam: Sofia Talvik

Sofia Talvik é a artista dessa semana selecionada no ReverbNation, e sua trajetória é tão interessante que fizemos uma entrevista exclusiva com ela. Sofia é uma artista folk da Suécia, que passou 16 meses em uma turnê contínua pelos EUA, tendo se apresentado em grandes festivais como o Lollapalooza em Chicago e o Folk Alliance International Conference, e hoje vive em Berlin, realizando turnês por toda Europa. Confiram a entrevista abaixo:

FMB: Você sempre escreveu música folk? Quando você decidiu se tornar uma artista folk?
ST: Quando comecei a escrever músicas que eu não pensei nisso em termos de gêneros, eu simplesmente tocava o que vinha naturalmente para mim. Eu comecei a escrever músicas para aprender a tocar violão e depois de um tempo eu descobri que as pessoas gostavam das minhas músicas, e isso meio que cresceu a partir daí.

FMB: Você pode nos contar um pouco sobre seu processo de composição? O que te inspira a escrever músicas?
ST: Escrever música é como acontecer de você passar por uma outra dimensão. De repente você tem essa melodia ou letra em sua cabeça e não sabe de onde veio. Às vezes, pode ser desencadeada por um ritmo, como se você estivesse andando. Eu tento às vezes sentar e escrever uma música, e às vezes funciona, mas as melhores só vem para mim como um lampejo de inspiração. Se estou tendo um ótimo dia, eu geralmente não estou muito inspirada para escrever canções. Composição suponho que seja mais como uma terapia, uma forma de tirar sentimentos para fora do seu sistema.

FMB: Você se apresentou na Folk Alliance International Conference em 2012. Qual foi a sensação de estar envolvida no maior evento folk do mundo? De que forma isso enriqueceu a sua carreira?
ST: Foi muito divertido, mas muito agitado e um pouco cansativo. Eu senti que não havia tempo suficiente para mostrar o meu melhor lado porque cada show foi tão intenso - subir no palco, tocar, sair do palco. Eu gosto de ser capaz de me conectar com o meu público, mas é difícil quando você está com um horário apertado. No entanto eu conheci tantas pessoas maravilhosas, muitos com os quais eu ainda tenho amizade hoje em dia. Na verdade, a conferência resultou em alguns shows a mais no caminho também. Acho que se eu voltar a me apresentar de novo, eu vou estar mais preparada.

FMB: Você fez uma turnê extensiva em todo os EUA. Você já enfrentou alguma dificuldade como uma artista estrangeira ao promover a sua música ou agendar shows lá? Ou isso na verdade funcionou como uma vantagem para você? 
ST: Eu acho que isso tem sido quase sempre a meu favor. Embora a minha música tenha suas raízes em um gênero americano, minha herança e educação em outra parte do mundo traz seu próprio sabor a esse gênero e acho que isso faz com que eu me destaque dos demais. E os americanos são muito simpáticos e prestativos por natureza, então eu nunca tive problemas na minha turnê.

FMB: Você acha que o gênero folk já abriu portas para você que outros gêneros musicais não teriam aberto?
ST: Eu acho que você tem que encontrar suas próprias portas para abrir, não importa o gênero em que você está. Eu acho que isso às vezes pode ser mais difícil para um artista folk do que, por exemplo, uma banda de rock. Você tem que se esforçar mais para ser ouvido, e é difícil encontrar os locais certos para tocar. Mas eu não escolheria nenhum outro estilo de música. Eu gosto de experimentar com outros gêneros em projetos esporádicos, mas eu paro por aí.

FMB: Você lançou seu primeiro álbum em 2005, e tem sido muito ativa como uma artista independente desde então. As suas experiências como artista mudaram muito ao longo dos anos? Como as mudanças no mercado musical afetaram você?
ST: Eu sempre fui muito focada e ambiciosa, algo que sempre esteve a meu favor, mas isso, por vezes, me fez infeliz. Eu sempre quero mais, mais rápido, agora, de preferência ontem. Fico frustrada quando não estou ocupada. É também por isso que eu abri a minha própria gravadora. Eu não quero ficar esperando alguém tomar decisões. Quando comecei eu era muito mais ingênua, e enfrentei obstáculos algumas vezes, mas eu aprendi com meus erros e minhas experiências. Todo mundo diz que há essas grandes mudanças no mercado da música, e em alguns aspectos, existem sim, mas as grandes gravadoras ainda ditam quem a grande multidão deve ouvir, eles ainda tem o dinheiro, mesmo que nós, artistas independentes, possamos conseguir um espaço de vez em quando também. Eu acho que eu vou continuar lutando até que esse espaço chegue.

Confiram abaixo o fascinante trabalho da sueca Sofia Talvik, e não deixem de segui-la em suas redes sociais e apoiar seu trabalho.










Nenhum comentário:

Postar um comentário